A competitividade do mercado de trabalho faz com que os temas diversidade e inovação sejam recorrentes. Construir no Brasil um RH com o mindset do Vale do Silício exige ser corajoso e disruptivo. E esse exemplo deve ter início com um time de recrutamento diverso.

Um exemplo é o próprio ambiente inovador da Califórnia. Segundo o Silicon Valley Indicators do dia 18 de dezembro de 2019 — os dados mudam com frequência — um imigrante chega a cada 26 minutos. A composição étnica é de:

  • 34% brancos;
  • 34% asiáticos;
  • 25% hispânicos e latinos;
  • 2% negros;
  • 5% outros lugares;
  • 38,2% não nasceram nos Estados Unidos.

O que esses dados evidenciam? A necessidade da diversidade no RH para ser diverso na empresa, fortalecendo a equipe e proporcionando inovação.

Como ter um RH inovador como o do Vale do Silício?
O RH precisa ser o reflexo da sua empresa. Não há como os gestores contratarem com uma visão de diversidade se isso não estiver inserido dentro do ambiente de trabalho. O RH precisa ser equilibrado, contendo homens, mulheres, lgbts, negros, psicólogos, engenheiros, programadores, administradores, etc. Diversidade é o nome do jogo.

Por que essa escolha? A resposta é simples e explicada pelo partner da Hprojekt, Henry Novaes:

“Você só consegue diversidade na empresa toda se você for um exemplo. Se o seu RH for constituído majoritariamente por mulheres psicólogas, já é um erro inicial. Se não possuir um time de recrutamento diverso, não há inovação, tornando assim muito mais complexo ser inovador em todas as outras áreas da organização.Para atingir esse nível, o RH das empresas brasileiras precisa mudar sua essência. Ao ter diversidade, há reflexos positivos na empresa, como ocorre no Vale do Silício.”

O RH é o protagonista da mudança. Esse é o futuro das organizações — e o Brasil tem um cenário propício para essa transformação.

Novaes destaca que:

“Quando se fala em diversidade, as empresas pensam em negros, pessoas com deficiências, homossexuais. Mas a diversidade é ter formações, regiões e histórias de vida diferentes.”

“Essa mudança de perspectiva é essencial para ter novas ideias e encontrar soluções diferenciadas. Portanto, o RH precisa ser o exemplo e enfrentar essa barreira cultural. E a partir daí, gerar consciência nas outras áreas, como tecnologia, finanças e comercial.”

O Brasil é um dos países mais diversos e pode aliar essa característica à capacidade técnica para inovar mais.

“Temos culturas do mundo todo, por que não aproveitamos esse nosso diferencial estratégico de modo mais transformador? Esse é o papel do RH”, reforça Novaes.

Como a diversidade é importante nesse cenário?

A chave da inovação é a cultura, a realidade e as diferentes vivências. O RH do Vale do Silício começa com o indivíduo. Para trabalhar a diversidade, é preciso considerar várias características, entre elas:

  • Etnias;
  • Idades;
  • Religiões;
  • Estado civil;
  • Deficiências e dificuldades;
  • Classes sociais;
  • Culturas;
  • Gêneros.

Para isso, a empresa precisa avaliar qual será seu futuro e não querer se tornar obsoleta. “Hoje, os concorrentes estão no mundo todo, quem não jogar o jogo da inovação e da diversidade vai ficar para trás”, afirma o partner da Hprojekt.

Como saber se a sua empresa está preparada?

É preciso primeiro analisar como é a cultura organizacional da empresa. Em seguida, se a transparência é a prioridade.

Quando o talento percebe que está em uma organização transparente e com foco no resultado, suas habilidades são potencializadas. Ele pode falar dos problemas e propor soluções.

Assim, as equipes diversas e talentosas são questionadoras. Portanto, se você não oferece a liberdade de questionar e resolver os problemas, irá receber apenas reclamações e desmotivação.

Mais do que isso, é necessário deixar o receio de lado e contratar de maneira mais inovadora. Por exemplo, se sua empresa se preocupa com a existência de profissionais que atuam na modalidade home office, como poderá se inspirar no Vale do Silício?

A atenção deve ser voltada para a gestão por competências, não por hierarquia. Dessa forma, é possível avaliar o futuro e deixar de ser obsoleta.

Como deve ser trabalhada a diversidade nas empresas para seu desenvolvimento?

O ponto de vista na hora de recrutar talentos precisa ser macro. A contratação deve ser feita por conhecimento técnico. Por isso, o novo profissional pode ser totalmente diferente do antigo colaborador.

O exemplo vem do próprio RH. Nos últimos 10 anos, a área não buscava profissionais experientes. Hoje, necessita de pessoas talentosas e com bom know-how para recrutar talentos.

Se você for ao Vale do Silício e perguntar qual é a área mais importante, a maioria dos executivos irá responder que é o recrutamento. Portanto, se contratar direito, todo o restante será mais fácil.

O Brasil ainda não dá importância a esse processo. A carreira de consultor de RH, por exemplo, é mais valorizada que a do recrutador. Nos outros países, isso não acontece. Ou são iguais ou o recrutador tem mais importância.

Ao mudar esse ponto de vista, é possível implementar o RH do Vale do Silício na sua empresa. Assim, terá um ambiente disruptivo e inovador.

E você, achou interessante esse ponto de vista diferente sobre diversidade? Gostou de conhecer o novo papel do RH perante esse cenário? Compartilhe este post nas suas redes sociais e discuta o assunto com outras pessoas!

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