O que mudou e o que ainda precisa melhorar para um ambiente de trabalho mais inclusivo 

Provavelmente, se alguém dissesse há alguns anos que o home office seria o modelo de trabalho predominante do futuro, você acreditaria? Pois essa tendência se tornou uma realidade – e de maneira definitiva! O home office tornou- se a prática padrão de boa parte das empresas em 2020, e segue firme em 2021. 

Uma estratégia que a princípio tinha como objetivo ser algo provisório, em busca de proteger todos os colaboradores e suas famílias, acabou dando certo também para as empresas, que decidiram torná-lo definitivo. O trabalho 100% remoto, ou híbrido, onde o colaborador trabalha presencialmente apenas de duas a três vezes por semana, trouxe excelentes resultados em produtividade e também na economia. 

Para se ter uma ideia, algumas empresas multinacionais declararam economizar cerca de R$2 milhões somente em despesas de aluguéis de salas comerciais, de acordo com uma matéria do Valor Econômico. Algumas optaram por manter algumas salas para receber clientes e para estabelecer um rodízio de colaboradores em dias alternados. Mesmo assim, saíram em vantagem, conseguindo descontos de até 50% em andares dentro de edifícios corporativos. 

Aumento de oportunidades

Com essa economia, foi possível abrir vagas para novas oportunidades dentro das companhias. É o que diz o levantamento publicado pelo portal G1, que mostra que o número de vagas aumentou em cerca de 309% de 2019 para 2020, nos mais variados setores. Mas será que além da ampliação de oportunidades nos setores, também foram ampliadas as oportunidades voltadas para a diversidade dentro do mercado de trabalho, principalmente quando falamos de profissionais PCDs? Esse é o assunto que vamos analisar a fundo nesse artigo. 

De acordo com a Lei de nº 8.213/91, empresas cujo quadro de funcionários ultrapassa o número de 100 colaboradores têm a obrigação de incluir entre 2 e 5% de profissionais com deficiência em sua equipe. Em matéria publicada pelo caderno de economia do UOL, apenas 486.756 pessoas com deficiência trabalham formalmente no país, uma representação de menos de 1% da população. 

E ainda segundo a matéria, as coisas podem piorar: existe um projeto de Lei em tramitação que sugere que a contratação de funcionários PCDs seja substituída pelo pagamento de dois salários mínimos, que seriam repassados a uma conta da União. Com o dinheiro, seria investido em um programa de reabilitação física e profissional. 

O projeto de Lei gerou revolta – e com razão. É preciso entender a importância da diversidade dentro do ambiente corporativo e tornar o mercado cada vez mais inclusivo. Pesquisas comprovam que empresas que investem em um quadro de colaboradores mais diverso e inclusivo têm ganhos significativos em criatividade, produtividade e em faturamento. 

Empresas focadas na inclusão 

Algumas companhias já entenderam a importância de um ambiente inclusivo e trabalham constantemente para abrir cada vez mais espaço para novos colaboradores. No caso da Natura, por exemplo, foi criada em 2016 uma Política de Valorização da Diversidade cujo foco é, além de ampliar as oportunidades, também gerar impactos positivos fora da empresa.

Em seu último levantamento divulgado na internet, o quadro de funcionários PCDs estava em 7,2%, com metas de chegar a 8% ainda esse ano. Equiparada a outras empresas, a Natura chegou a ser reconhecida como a segunda empresa mais bem avaliada do mundo em diversidade e inclusão, graças a todo o seu empenho em proporcionar não somente a inclusão, mas também projetos internos que trazem a representatividade e o apoio necessário para esses profissionais. 

Outras grandes empresas aproveitaram para ampliar a inclusão realizando programas de processos seletivos voltados exclusivamente para PCDs. Essa é uma forma de mostrar que todos serão representados e terão seu espaço garantido dentro das companhias. Em tempos de home office, ficou ainda mais fácil oferecer oportunidades para profissionais PCDs, que agora podem arrumar empregos em outros estados ou até mesmo países trabalhando de maneira remota.

O que precisa mudar?

Notamos que em boa parte das companhias existe a consciência de que falta espaço para inclusão, mas poucos realmente atuam de maneira efetiva para mudar essa realidade. No atual cenário em que vivemos, a contratação de PCDs pode mudar a realidade daquele profissional que busca uma recolocação e até mesmo uma melhora de salário para ajudar sua família, e de quebra, trabalhando em sua casa, um ambiente que já está adaptado para suas necessidades do cotidiano. 

Por parte da empresa contratante, além de conseguir um ambiente mais criativo e diverso, com essas contratações, é possível contar com novas opiniões e proporcionar um espaço cada vez mais inclusivo, mudando até mesmo a visão do seu público perante seus serviços. 

Precisamos falar cada vez mais sobre inclusão, diversidade e acessibilidade de maneira geral, para que essa pauta seja cada vez mais conscientizada por parte das empresas e também dos colaboradores. Acreditamos que só assim podemos mudar a realidade das pessoas e consequentemente, conseguir um mundo cada vez melhor e mais justo para todos.

A Newik, pertencente ao Grupo Hprojekt, tem como um de seus focos trabalhar ativamente em projetos voltados para a inclusão e a diversidade.

Entre em contato conosco e traga toda a criatividade e avanço da diversidade para a sua empresa!

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