O que muda nessa nova fase pré e pós-pandemia em relação ao mercado de trabalho

O mercado de trabalho vive em constante evolução. Somos bombardeados com novas informações a todo momento, as tendências mudam e, consequentemente, precisamos nos atualizar e nos adaptar. Isso ocorre em qualquer lugar do planeta, e os profissionais que conseguem seguir o ritmo são os que acabam se destacando dentro das companhias.

O período de pandemia causado pela covid-19 trouxe mudanças significativas na rotina não só dos profissionais, mas também das empresas de maneira geral. Os processos precisaram ser adaptados para uma nova realidade até então pouco conhecida e, se assim podemos dizer, bem polêmica. Isso porque a modalidade de trabalho home office costumava ser um tema pouco abordado dentro das companhias. 

Algumas áreas específicas, como as voltadas para a tecnologia já estavam habituadas a trabalhar nesse modelo. Porém outros setores como áreas administrativas, comunicação, vendas, entre outras, não tinham o hábito de trabalhar de casa. Inclusive, boa parte dos gestores não acreditava na eficiência do trabalho em casa. 

As vantagens do home office

Mas os números mostram que o home office pode sim, ter suas vantagens. Prova disso é o aumento da produtividade. De acordo com uma pesquisa publicada pelo portal de notícias G1, mais de 58% dos profissionais entrevistados alegaram se sentir mais produtivos ao trabalhar em casa. Ou seja, manter os colaboradores em casa, visando sua segurança, também foi benéfico para as companhias, que conseguiram enxugar certas despesas e, de quebra, ganharam funcionários mais motivados. 

E em relação ao processo de admissão, o que será que mudou? Para entendermos um pouco mais a respeito, conversamos com Renato Mendes, co-fundador da Hprojekt Outsourcing, que sanou algumas das nossas dúvidas em relação a mudança desses processos e também sobre temporários e outsourcing na era digital.

O processo de admissão digital

Com a pandemia, as formas de contratação tiveram de ser adaptadas. Com isso, surgiu a admissão feita de maneira 100% digital, para garantir a segurança tanto do profissional a ser contratado, como do recrutador. “A admissão digital nesse momento de pandemia foi crucial. Ela na verdade antecipou o que as consultorias já vinham pensando em aplicar há tempos e, hoje, com os profissionais trabalhando de casa, facilitou ainda mais a evolução desse processo”, afirma Renato. 

Ele aproveita ainda para tirar dúvidas em relação ao contrato, que muitos profissionais recebem via e-mail e se sentem inseguros, questionando se eles terão a mesma garantia e efetividade do que um contrato impresso: “o contrato pode ser feito de maneira 100% digital, porém é igualmente seguro e tem a mesma validade que um contrato impresso, contendo as mesmas garantias e valores”. 

E o exame admissional?

No período mais crítico da pandemia, os exames admissionais foram suspensos. Porém, com o retorno de algumas atividades presenciais e contratos híbridos, eles foram retomados, porém de forma diferente: “a Lei que trazia a obrigatoriedade do exame admissional havia sido suspensa, mas com as coisas voltando ao normal, ele voltou a ser solicitado. Então basicamente o profissional vai até o local indicado para realizar o exame, mas depois disso, tudo é feito de forma digital. Um link será enviado para que ele encaminhe toda a sua documentação sem precisar apresentá-los de forma física para a empresa”, diz Renato. 

Assinando o contrato

Conforme mencionamos anteriormente, o contrato digital é totalmente válido.  De acordo com Renato, “Hoje, podemos dizer que quase 100% das admissões são digitais. O  candidato não precisa mais comparecer às consultorias e nem para as empresas. Ele recebe o contrato em seu e-mail. cria sua assinatura digital por meio de uma empresa autorizada e a partir daí, sua contratação já está validada”. E para quem se preocupa com a assinatura feita pelo computador ou celular, Renato tranquiliza afirmando que ela possui o mesmo valor de uma assinatura regular. 

A rotina de home office

Mesmo trabalhando de casa, muitas empresas em busca de mais organização e controle estabelecem uma “folha de ponto digital”. Feito pelo celular, auxilia na contagem de horas trabalhadas e também permite um melhor monitoramento por parte das empresas, que podem verificar se os horários estipulados estão em conformidade com os prazos cumpridos pelo colaborador.

“Podemos afirmar que quase todos os processos agora são digitalizados. Tanto a folha de ponto, como contratos, processos como rescisão… tudo pode ser feito de maneira prática e rápida, com o auxílio de apenas um celular”, ressalta Renato. 

Esse tipo de escolha tem dado tão certo que são poucas as empresas que cogitam voltar para o modelo tradicional. Claro que, em algumas áreas como fábricas e indústrias não há muito o que ser mudado, mas em setores como os administrativos, é provável que sigam em home office em definitivo. Renato completa que: “ter a opção de ver os funcionários trabalhando de casa é benéfico para ambas as partes, pois eles trabalham mais felizes, reduzem os custos da empresa e ainda garantem resultados mais eficientes”.

Terminamos questionando Renato se ele acredita que os processos digitais continuarão com força total mesmo em um cenário pós-pandemia. Ele responde: “sim, eu acredito firmemente que os contratos e admissões de maneira geral sejam todos feitos de maneira digital daqui pra frente”. E nós concordamos plenamente, afinal, toda tecnologia envolvida para a evolução dos profissionais é válida, não é mesmo? 😉

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