A tendência do home office segue crescendo

Em março do ano passado, a pandemia causada pelo novo coronavírus mudou totalmente a rotina de muitas pessoas no mundo inteiro. Com todas as determinações impostas pelas organizações, a rotina de acordar bem cedo, pegar transporte público ou encarar o trânsito dentro do carro, levar horas até chegar ao trabalho e repetir o processo no final do expediente deu lugar a novas regras de distanciamento.

Ou seja: o ambiente corporativo deu lugar a um escritório muitas vezes improvisado dentro de casa, em uma escrivaninha no quarto ou na mesa da sala de jantar. Os colegas que estavam presentes no dia a dia e também nos almoços, hoje só se veem por videoconferência. 

O que pensamos ser apenas uma fase, infelizmente se estendeu. Atualmente, completamos 1 ano e 3 meses de pandemia, seguindo o distanciamento social, utilizando máscaras e evitando qualquer tipo de ambiente que possa causar algum tipo de aglomeração. 

Por conta disso, muitas coisas em nossas vidas mudaram de maneira bastante significativa. As compras passaram a ser online, os encontros com os amigos são feitos via chamada de vídeo e o trabalho… bem, esse segue a todo vapor, porém dentro de nossas casas. E sabemos que essa modalidade home office ao mesmo tempo que agrada diversos profissionais, em contrapartida desagrada muitos outros.

O trabalho remoto

A rotina de trabalho remoto teve início bem antes da pandemia. Algumas grandes empresas já eram adeptas do trabalho híbrido, permitindo que seus colaboradores trabalhassem de uma a duas vezes por semana em casa ou em qualquer outro local, desde que cumprissem o horário de trabalho e as tarefas estipuladas. 

De híbrido, tornou-se 100% remoto a partir de março de 2020 e desde então, muitas companhias afirmam que pretendem seguir na modalidade home office, já que de acordo com uma pesquisa publicada pelo UOL Economia, cerca de 35,6% dos profissionais acreditam que o trabalho remoto faz com que eles se tornem mais produtivos em comparação com o regime presencial. 

Diversas empresas do setor de tecnologia endossam essa teoria e oferecem vagas 100% remotas, já que acreditam que, mesmo em um mundo pós-pandemia, o home office permite maior flexibilidade tanto para a vida profissional, como na pessoal dos colaboradores. 

Uma situação boa extraída de uma fase ruim 

Certamente, ninguém esperava viver em um cenário como o de 2020 e que perdura até hoje. Somos diariamente bombardeados com notícias delicadas e que muitas vezes podem nos deprimir. Porém, não podemos negar que a mudança extrema de estilo de vida nos fez mais próximos de nossas famílias, dos animais de estimação e nos permitiu valorizar pequenas coisas dentro de nossas casas.

Com isso, diversas empresas notaram que, além do aumento da produtividade, os colaboradores sentiram que era possível conciliar o trabalho com rotinas pessoais com maior facilidade, sendo algo benéfico para ambos os lados. Afinal, o trabalho remoto permite que a pessoa exerça suas atividades de qualquer lugar. 

Ou seja, se ela decidir se mudar para a praia de maneira definitiva, basta um bom computador com acesso a internet. Não é à toa que grande parte das pousadas e casas de aluguel para temporada estão investindo ativamente em uma boa conexão de internet. Isso é facilmente explicado pelo fluxo intenso de pessoas interessadas em trabalhar diretamente de um local mais tranquilo e longe das grandes cidades.

Aplicando na prática

Para os colaboradores que afirmam gostar de trabalhar de forma remota, as vantagens mais citadas são, além da flexibilidade já citada anteriormente, a economia de tempo que era gasta em transporte, economia de combustível e também com alimentação.

Muitos afirmam que o tempo que gastavam no transporte, por exemplo, fora substituído pela prática de exercícios físicos, em um tempo maior para os filhos ou até mesmo organizando as refeições da semana. Se somarmos a média de um cidadão de São Paulo, que costuma levar cerca de 1h30 em cada trajeto do dia, são 15 horas a mais para fazer o que bem entender durante a semana, que antes era perdido no trânsito. Impressionante, não?

As desvantagens em certos setores

Mas é claro que, na prática, devemos lembrar de que o home office não é possível para todas as atividades, infelizmente. Setores industriais, de saúde, transporte e alimentação, por exemplo, não possuem essa mesma alternativa, a não ser quando nos referimos aos setores administrativos dessas empresas. 

Sendo assim, os líderes das empresas devem analisar, em conjunto com seus colaboradores, se sua área de atuação é viável para a prática de home office ou não. O trabalho remoto é interessante, mas precisa funcionar em sua totalidade. E sabemos que em alguns casos, isso não é possível.

Mas, afinal: o trabalho remoto funciona ou não funciona?

Em casos em que é possível aplicar toda a rotina de trabalho de maneira remota, podemos dizer que sim, o home office funciona. Mas é preciso se atentar na forma que ele será aplicado. A empresa disponibiliza os equipamentos eletrônicos necessários? Disponibiliza cadeiras confortáveis e materiais de escritório? Os horários são respeitados? Essas são algumas questões que podem (e devem) ser esclarecidas entre a empresa e o colaborador.

O trabalho remoto está se tornando, sim, o novo normal. São poucas as pessoas que se sentem confortáveis em voltar para o modelo 100% presencial. O modelo híbrido é discutível e o totalmente remoto é a escolha da vez. E as empresas precisam se adaptar. Seja nos processos, na disponibilização de materiais de trabalho e até mesmo na flexibilidade de agendas, de forma que todos consigam se comunicar, tudo pode ser feito de casa. Só depende do esforço mútuo.

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