Uma conversa franca sobre o poder feminino dentro das empresas

A igualdade de gênero no mercado de trabalho é um assunto colocado em pauta constantemente. Nos últimos anos, podemos notar uma movimentação significativa em relação às mulheres em cargos de liderança em diversas companhias. Porém, na prática, podemos notar mais homens à frente dos serviços de gestão. 

Por mais que hoje tenhamos uma participação maior do que no passado, onde as mulheres eram desde cedo direcionadas exclusivamente para trabalhar em casa, cuidando dos afazeres domésticos ou posteriormente, na década de 20, onde conseguiram o direito de trabalhar fora, porém eram convocadas apenas para cargos auxiliares, ainda há muito o que lutar em busca dessa diversidade. 

O ambiente corporativo machista precisa mudar

Utilizando o Brasil como exemplo, os dados são impressionantes. Para se ter uma ideia, 3 em cada 10 pessoas (cerca de 27%) no país afirmam que não se sentem confortáveis em ser lideradas por uma mulher dentro de uma companhia, de acordo uma pesquisa realizada pela IPSOS e publicada pelo Portal G1. Se você acha esse número baixo, vale a reflexão: essa porcentagem se iguala a países como a Índia, Malásia e Coreia do Sul, onde a aversão pela liderança feminina é bem maior que a média mundial. 

Isso ocorre justamente pelo pensamento e falas machistas enraizadas em nossa cultura – e que precisam mudar de maneira urgente. O preconceito existe e é fácil de notar. Deixamos aqui um questionamento para você mesmo fazer uma reflexão sobre o ambiente em que vivemos: vamos supor que, dentro de uma empresa, temos dois diretores, sendo um homem e uma mulher. 

Ambos possuem personalidade forte, um caráter mais autoritário e atitudes mais práticas. Enquanto o diretor homem é considerado um líder nato, a mulher ganha a fama de mandona. Se ambos possuem a mesma visão de trabalho, por que existe essa diferença de tratamento por parte de outras pessoas? 

Mulheres no poder

Na contramão das empresas de mente fechada citadas anteriormente, por sorte, temos muitas companhias bastante focadas na diversidade de gênero. É o que afirma uma pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pertencente à ONU, que afirma que a rentabilidade e o desenvolvimento das empresas que trazem mulheres para suas lideranças são muito maiores. 

E não para por aí: ainda de acordo com a pesquisa, publicada pela Época Negócios, a produtividade, criatividade e inovação entre as equipes que contam com diversidade de gênero foram ampliadas de forma bastante significativa, além da melhoria da reputação das companhias. O estudo teve como base 70 mil empresas de 13 países diferentes. 

Uma nova visão sobre a liderança feminina

Podemos notar os bons frutos colhidos por empresas que realmente se engajaram na missão de tornar os ambientes de trabalho mais igualitários. A foodtech LivUp, por exemplo, montou um plano de equidade de gênero cujo objetivo era ter 50% de mulheres em suas posições de liderança. 

E conseguiram: atualmente, de 550 funcionários, 51% desse quadro são formados por mulheres, sendo 50% deles em cargos de liderança, conforme informações divulgadas pela Forbes

Compartilhando do mesmo pensamento, a Heineken também está em busca da igualdade de gênero dentro da companhia. Em entrevista para a CNN Brasil, eles afirmam que a meta é ter 50% de sua liderança composta por mulheres nos próximos 5 anos. Para isso, pretendem realizar programas de desenvolvimento interno, para incentivar o crescimento de mulheres que já fazem parte da organização, além de ampliar os processos seletivos voltados para o sexo feminino. 

A estratégia, voltada para a equidade, também é pensada para o consumo, já que temos um aumento significativo no consumo de bebidas e isso também engloba as consumidoras mulheres, que podem sentir ainda mais identificação com o produto estando à frente das lideranças dentro da companhia. 

As startups lideradas por mulheres também vêm ganhando cada vez mais força e espaço no ambiente corporativo. De acordo com informações publicadas pela Forbes, as startups fundadas por mulheres costumam gerar cerca de 2,5 vezes mais receita do que as fundadas por homens. 

Além disso, as empresas fundadas exclusivamente por mulheres mostraram um desempenho 63% melhor do que as fundadas por homens, além de um retorno de investimento cerca de 35% mais rápido do que as lideradas por homens. 

Com tantas informações importantes, podemos ver que as empresas que se mostram abertas a abandonar um estilo de gestão retrógrado e que entendam a importância de contar com a igualdade de gênero, abrindo portas para mulheres na liderança, só terão a ganhar.

É importante trazer à tona informações que mostram que o preconceito e a diminuição do trabalho feminino (inclusive em relação aos salários) infelizmente, ainda é uma realidade em algumas companhias, mas que cabe a todos nós não nos calarmos e lutarmos em busca de melhorias, respeito e equidade. 

 

Aqui na Hprojekt sentimos muito orgulho em ter nosso quadro de colaboradores composto majoritariamente por mulheres, além de contar com elas em boa parte dos nossos cargos de liderança. Aproveitamos para agradecer todo o empenho dessas mulheres incríveis e dizer que elas são a grande razão do nosso trabalho acontecer e crescer ainda mais a cada dia! 🙂

 

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